Fique em paz com você mesmx!

Sim, parece até um insulto hoje em dia quando dizemos “Fica em paz!”. Dá a sensação de que alguém está irritado com o próximo e quer que aquela pessoa pare de importunar. Só que, em tempos de quarentena, essa frase tem de exercer seu real sentido e perder a conotação ruim! Num mundo onde a cada minuto vemos as estatísticas subirem e tememos por nós mesmos e aqueles que amamos, precisamos saber lidar com a solidão que vem acompanhando a quarentena.

Um passo muito importante para começar a não se sentir tão mal durante esse período é praticar o autoconhecimento. Como? Meditar já é um bom começo. Existem grupos on-line que praticam a meditação por meio de apps ou lives em redes sociais. A meditação desacelera o corpo, normaliza os batimentos cardíacos e proporciona uma sensação de serenidade indescritível. 

Através dessa calmaria, você estará com a cabeça mais centrada e poderá partir para o próximo passo, que é identificar suas conexões vitais. Não há nada melhor para fazer os problemas desaparecerem do que falando com as pessoas que amamos. Ligue – ligação mesmo ou videochamada – para familiares, vizinhos, amigos… Pessoas que promovam seu bem-estar e te provoque boas gargalhadas!

Também, tente manter sua rotina. Acorde cedo, faça seu café, coloque uma ‘roupa de trabalho’ e monte um cronograma com as suas atividades planejadas para o dia. Pode parecer chato, mas manter os hábitos ajuda muito a garantir que outras coisas dentro da gente não saiam dos trilhos.

Como seres humanos extremistas que somos, quando ouvimos “Fique em casa”, achamos que é para ficar absolutamente do lado de dentro das paredes da casa. E até é, mas se você tem um quintal, por que não dar uma volta? Cheire as flores, organize as bugigangas, plante uma semente que depois de crescida, você vai poder olhar e lembrar que foi sim produtiva a sua quarentena!

E para fechar, outra boa sugestão é: mantenha o corpo em movimento! Ok, não somos atletas nem nada do tipo, mas querendo ou não estávamos mais ativos antes da quarentena. Mesmo que nas pequenas caminhadas até a padaria, estávamos nos exercitando. Experimente assistir uma videoaula de dança ou uma de alongamento para iniciantes. Mas não vá se esforçar além da conta, hein!

Estamos juntxs, glitters! #stayhome #fiqueemcasa

CRÍTICA: A vida e a história de Madam C.J. Walker – CONTÉM SPOILERS!

Hi, Glitters! Já faz um tempo que não postamos um textão bão para vocês, mas desde que a Netflix lançou a série sobre a primeira mulher negra americana a ficar milionária por conta própria no início dos anos 1900, bom, tínhamos que produzir uma crítica daquelas para inspirar vocês aí do outro lado da tela! Bora lá!

Baseada no livro “On Her Ground”, de A’Lelia Bundles, a série conta a história de Sara. Filha de escravos, casou cedo e ficou viúva cedo também, com uma filha para criar. Casou-se novamente, sofreu abusos do marido, que eventualmente a largou; foi quando seu cabelo começou a cair e junto com ele, a sua autoestima. Sara ganhava a vida lavando roupa para fora e mal conseguia se manter. Então, após Eddie bater em sua porta e se oferece para tratar de seu cabelo usando seu próprio produto em troca de roupa lavada, parecia que finalmente Deus estava sorrindo para Sara, como é dito pela personagem na série.

Poster/AdoroCinema/Netflix

‘EU SIM, VOCÊ NÃO’

Tudo vai bem com a troca que Sara e Eddie estabeleceram, mas quando Sara se propõe a vender os produtos da ‘amiga’, as coisas começam a se complicar. Eddie a destrata e diz que as vendas não são para gente como ela. Neste momento da série, fica claro o preconceito da cor de negros para negros, pois Sara é negra retinta e Eddie é mulata. Obedecendo ao instinto empreendedor, Sara resolve roubar algumas amostras do elixir milagroso e decide vende-las no mercado da época, que mais parecia uma feira. Contando sua própria história de aceitação e evolução vinda através do cuidado capilar, ela consegue vender todas as amostras, o que deixa Eddie furiosa.

EVOLUÇÃO DA TRAMA

Tendo desfeito a quase parceria com Eddie, Sara decide criar seu próprio creme. A família – o atual marido, C.J., a filha Lelia e seu esposo, e o sogro, Cleophus embarcam junto nessa empreitada. Tudo começa dando certo, mas por conta da sede de evolução e determinação da protagonista, os relacionamentos familiares vão se desgastando. E é nessa ferida que queremos tocar.

No decorrer desta fase, o público demonstrou um certo descontentamento pelas decisões e atitudes que Madam C.J. Walker tomou. Conforme a história é contada, dá a entender que ela passou por cima de tudo e todos para conseguir montar sua fábrica, falar com pessoas influentes da época e não medir esforços para construir seu império.

Alguns acharam errado ela falar sobre a empresa como se fosse só dela, que não havia cabimento querer ter voz num mundo comandado por homens e por não ser uma mãe presente ou mesmo, esposa. Muitos dos posicionamentos podem estar corretos e a série te leva a sentir esses sentimentos, visto que os diálogos às vezes lembram os das novelas. Mas, temos que levar em consideração que, quando colocamos essas mesmas atitudes sob a perspectiva masculina, as ações não têm mais tanto peso assim.

As mesmas coisas que Sara fez para conseguir o que queria, homens – brancos e negros – fazem o tempo todo e não geram tanto abalo. As respostas dadas pelo público referentes à essa fase da história de Sara, deixam bem claro os valores morais da sociedade quando se diz respeito ao que homens e mulheres representam, seja em qualquer época da história.

Poster/Netflix

A FRENTE DE SEU TEMPO

Entre vários conflitos, a série ainda trata de assuntos importantíssimos, como traições, relacionamento homo afetivo, adoção, política e acima de tudo: amor ao cabelo. Lider nata, Madam C.J. Walker revolucionou o mercado da beleza para mulheres negras através de seus produtos capilares e cosméticos. Lutou bravamente por seu direito de ser e fazer o que quiser, ignorando o status social em uma época em que os EUA viviam sob uma rígida segregação racial. Sua história é inspiradora e serve sim de exemplo não só de empreendedorismo, mas de amor próprio.

Lembrem-se, glitters: “Great hair leads to great opportunities!”

Who run the world? Girls!

Há muitos anos, as mulheres vêm batalhando arduamente para ter cada vez mais espaço neste man’s world. Desde o direito ao voto, educação, a criação de leis a favor delas, cada conquista conta. No mundo dos negócios não é diferente. O crescimento de mulheres bad asses no mundo empreendedorismo é notório e nós separamos algumas delas para você aí se inspirar e correr atrás do seu, mulher!

Anitta – além de comandar sua carreira e, consequentemente, sua equipe por completo, a cantora também é empresária de artistas iniciantes e recentemente foi anunciada pela Skool Beats como líder de criatividade e inovação. Cês acharam que ela só sabia rebolar a bunda, né?

Beyoncé – a diva é dona da própria gravadora, a Parkwood Entertainment, além da sua marca de roupas, Ivy Park, o serviço de streaming Tidal, fora os investimentos em imóveis, bebidas e perfumes com o marido, Jay-Z.

Juliana Paes – a atriz que esteve recentemente no ar em ‘A Dona do Pedaço’, também tem seu lado empresária. Ela e a família administram um salão que leva o nome da beldade, Espaço Juliana Paes, em Niterói e em SP.

Ashley Graham – além de ser uma das mais ativas representantes das mulheres plus size, a modelo também tem sua própria linha de roupas de academia e biquínis para todos os tamanhos e tipos de corpo.

Gisele Bündchen – a modelo mais bem paga da história da moda também é dona de negócios rentáveis, como a linha de lingerie Intimates em parceria com a Hope. Fora as coleções de roupas feitas pela C&A que levam seu nome e também sua linha de sandálias fabricadas pela Grendene, a Ipanema.

As Kardashians-Jenner – ao contrário do que muita gente pensa, essas mulheres trabalham muito! Graças a sua linha de cosméticos, com apenas 21 anos de idade, Kylie Jenner é a mais jovem bilionária do mundo, com uma bufunfa estimada em US$ 1 bi. Kendall Jenner é modelo internacional, Kim Kardashian ficou multimilionária com sua linha de produtos de beleza, apps e o Kimojis. Kourtney K tem um site de lifestile e Kloe K tem uma linha de jeans, a Good American.

Quanta inspiração! Se animou? Então mãos a obra, persistência e boa sorte para você! You got this!

Precisamos falar sobre Workin Moms! – contém spoilers!

Logo de cara já dá para perceber que Workin Moms não trata a maternidade de modo blase, muito pelo contrário. Já no início do primeiro episódio, temos três das quatro protagonistas da série com os seios de fora e fazendo comentários ácidos sobre a textura, firmeza e aparência que o peito adquire depois que se amamenta uma criança. A comédia criada por Catherine Reitman acompanha a vida de Anne (Dani Kind), a terapeuta; Kate (Catherine Reitman), a Relações Públicas; Jenny (Jessalyn Wanlim), a mãe do lar e Frankie (Juno Rinaldi), uma mulher que vive um momento delicado com sua parceira e também consigo mesma. A série mostra os desafios, erros e acertos do grande malabarismo que é conciliar carreira, maternidade e sonhos.

Na trama, o ponto de encontro das mamães é numa creche: enquanto elas conversam e trocam experiências, seus bebês brincam e interagem uns com os outros. Em aproximadamente 20 minutos de episódio, essas mulheres abordam os diversos tipos de assunto: volta ao trabalho depois da licença maternidade, mudanças corporais, sexo, depressão pós-parto, crise de identidade, entre outros.

Apesar de lidar com temas delicados, Workin Moms levanta questões importantes e usa dos perrengues enfrentados pelas mães da vida real para gerar empatia: colegas de trabalho gananciosos, infidelidade conjugal, a escolha da babá perfeita, como não falhar completamente como mãe. No desenvolver das histórias, a impressão que fica no telespectador é que no fim das contas, as mães não são perfeitas; elas só querem um pouquinho de compreensão, sombra e água fresca porque não é fácil cuidar e educar um ser humaninho!

A série foi criada em 2017 e pertence ao canal canadense CBC Television. Na Netflix tem as duas primeiras temporadas disponíveis. A terceira será lançada na plataforma dia 29 de agosto deste ano e, notícia boa: a season four já está sendo gravada! #partiumaratonar

Seja você mesmo: é seu dever!

Estar confortável com quem se é de verdade requer dedicação, né menix? É quase um emprego: é preciso que você acorde cedo para a responsabilidade que é ser você, é exercitar diariamente o amor próprio, é ser livre, autentico, espontâneo – sem diminuir ninguém – e não se pode detestar o chefe: o autoconhecimento.

Várias vezes e em diversas situações do nosso dia a dia, tendemos diminuir nós mesmos, fazer coisas estúpidas para se encaixar num grupinho ou pior ainda, assumimos um comportamento que não é o nosso. Chegou a hora de parar com isso! 

É necessário lembrar que em, aproximadamente 7,7 bilhões de pessoas no mundo,  somos todos EXCLUSIVOS. Somos diferentes de todas as pessoas, seja por questões biológicas, seja por experiências de vida, por todos os erros e acertos que fazem de nós o que somos. Somos excepcionais.

Cada um de nós interpreta situações de uma maneira diferente e sente diferente, por conta disso cada um tem um PODER de impacto – positivo ou negativo – sobre o mundo que é único. Essa é a beleza de ser um ser humano extraordinário. Percebe, gatx? 

Ainda dá tempo de voltar a ser fiel a si mesmo, a acreditar no amor, a bancar suas decisões até o fim para o seu próprio bem e encarar seus medos. Vivemos num tempo em que não dá mais para vestirmos uma roupa que não nos cabe, perder o brilho no olhar, sustentar relações toxicas por comodismo e negligenciar nossa saúde mental.

Recentemente, a entertainer Lilly Singh, compartilhou uma mensagem linda em seu canal de daily vlogs. De família indiana, Lilly nasceu no Canadá e começou a carreira no Youtube, popularmente conhecida como IISuperwomanII. Ela se assumiu bissexual há pouco tempo, é dona de uma produtora de filmes, a Unicorn Island Productions e vem quebrando as regras do late-night show com o seu A Little Late With Lilly Singh, exibido pela rede de TV americana, NBC. Lilly é a primeira mulher indiana e bi a ser apresentadora de TV e sua equipe é composta majoritariamente por mulheres.

No vídeo, Lilly recebeu a seguinte pergunta de um fã: “E se eu tiver medo de ser quem eu sou?”. Ela respondeu o seguinte:

“Uma coisa que tem me ajudado muito quando eu penso “E se eu ficar com medo de ser eu mesma” é: cara, é bom que eu SEJA eu mesma! Porque se eu não for eu mesma, significa que não estou fazendo justiça a todas as coisas únicas e experiências que fazem de mim quem eu sou. O mundo e todos nele estariam perdendo o que há de melhor em mim.”, explicou.

Ative as legendas e veja o recado completo, que começa aos 5min13:

Hoje é dia de rock, bebê!

Sextou com goxxxto, glitters! O Rock in Rio começa hoje, no Parque Olímpico da Barra, zona oeste e vai até o dia 6 de outubro. Com nove palcos, o evento ainda conta com arenas e espaços com apresentações que vão desde o clássico até o funk. A Glitter Girl deu uma olhada na programação e vai te contar quais os shows que você não pode perder! Confira:

Drake (27/09)

Logo de cara e para começar com o pé direito, Drake ~sem defeitos~ irá se apresentar no Palco Mundo. O homem chegou no RJ de jatinho particular, gente! O show dele irá fechar com chave de ouro a primeira noite do RiR, com os sucessos Hotline Bling, In my Feelings e God’s Plan. No mesmo dia, se apresentarão também Ellie Goulding, Bebe Rexha e Alok. Tá pouco não, viu?! 

Foo Fighters (28/09)

Para quem gosta de rock, o show do Foo Fighters promete agitar a galera com os clássicos Best of You, Learn To Fly, e These Days. Para continuar no ritmo, ainda tem CPM 22 + Raimundos, Weezer e Tenacious D, dupla a qual o ator Jack Black faz parte.

Ivete Sangalo (29/09)

Trazendo a mistura dos estilos musicais, Ivete Sangalo se apresentará no domingo, cantando seus maiores sucessos. Não é demais? Também vão rolar os shows do Jon Bon Jovi, David Matheus Band e Goo Goo Dolls.


Panic! At The Disco (03/10)

Nós temos high high hopes para esse show! A banda Panic! At The Disco marcou toda uma geração emo-gótica-trevosa com suas músicas inesquecíveis, como I Write Sins not Tragedies e The Ballad of Mona Lisa. No mesmo dia, se apresentarão também Nile Rodgers & Chic, Capital Inicial e Red Hot Chili Peppers. Assim, bem BÁSICO esse dia três, né?

Anitta (05/10)

Vocês pensaram que Anitta não ia rebolar a bunda dela de novo no RiR? Pensaram errado! A gata irá se apresentar no Palco Mundo e a gente espera muita coreografia bafo e looks provocantes. A rainha da autenticidade, P!nk também se apresentará no dia 05, além de Black Eyed Peas e a recente revelação do R&B, H.E.R.

Imagine Dragons (06/10)

Fechando o festival, temos a banda Imagine Dragons. Famosos pelos hits Radioactive, Thunder e Believer, os caras, com certeza, vão colocar todo mundo para pular e dançar. Se apresentarão também as bandas Paralamas do Sucesso, Muse e Nickelback.

A programação completinha você encontra no site do Rock In Rio. Fiquem ligadxs no trânsito também. Durante os sete dias de evento, o metrô e o BRT vão circular sem parar. O BRT de ida e volta do RiR 2019 custará R$15,05. Ah, não esqueça de se hidratar, comer e, é claro, curtir! Nós, da Glitter Girl, desejamos um ótimo festival para você!

Este é um “Beyoncé appreciation post”

No último dia 04, a cantora, compositora, dançarina, atriz, produtora musical, empresária, mãe e esposa, Beyoncé Giselle Knows-Carter completou 38 anos. Com mais ou menos 20 anos de carreira, Bey segue nos abençoando com seu talento multifacetado e impressionando com sua genialidade. E, para não deixar passar essa data em branco, resolvemos fazer esse appreciation post para a nossa deusa, amém?

Beyoncé não está apenas envolvida nas causas do mundo do entretenimento. A ONG beyGOOD, fundada em 2013, oferece vagas de trabalho, se envolve com causas sociais que promovem o bem estar para crianças pobres, também dá bolsas de estudo, entre várias outras ações. A mãe da Blue Ivy, Sir Carter e Rumi também lidera o projeto Chime For Change, uma campanha global que abraça cerca de 300 projetos especiais, promovendo saúde, educação e justiça para meninas e mulheres. A mulher ajudou a levar água para a África e ainda luta pelas causas LGBTQs, braseeel!

Musicalmente falando, Beyoncé inovou cada vez mais. Em 2013, ela chocou a todos ao lançar sem qualquer divulgação prévia, o visual album intitulado ‘Beyoncé’. Com 17 faixas, o projeto é hiper ousado, com clipes cheios de danças sensuais e palavrões. Mesmo sem avisar a ninguém, o álbum teve 80 mil cópias vendidas em apenas três horas de seu lançamento, só nos EUA! Em 2016, a rainha do R&B produziu Lemonade. Nesse disco, ela fala sobre a desconfiança de uma traição, a solidão da mulher negra e perdão. Com 2,5 milhões de cópias vendidas, Bey falou com a alma de muita gente e colocou em palavras o que muitas mulheres não sabiam dizer. Boa, Queen!

Recentemente, Beyoncé participou de dois grandes projetos: ela fez a voz da Nala, em ‘O Rei Leão’ e lançou um álbum, The Gift, inspirado no filme. Bey lançou também, em parceria com a Netflix, o documentário Homecoming, que nada mais é que seu show icônico no Coachella. Beyoncé foi a primeira mulher negra na história do festival a ser headliner e fez jus ao título, trazendo para o palco uma homenagem as universidades para negros e toda a sua cultura. Com mais de duas horas de duração, o documentário mescla cenas dos shows, ensaios e depoimentos da cantora. Até Blue Ivy dá uma palinha de ‘Lift Every Voice and Sing’, música que é considerada nos Estados Unidos como hino nacional negro. Um arraso!

Dá para perceber que quando o assunto é Queen Bey, tem é pano para a manga! Extremamente bem sucedida, Beyoncé é a prova viva de que, se existe alguma receita para o sucesso, o ingrediente principal é o trabalho. Afinal, quem diria que aquela menina que começou a cantar no coral da igreja e do colégio que frequentava, cresceria e formaria o Destiny’s Child, consolidaria sua carreira solo logo em seguida, atuaria em diversos filmes e se transformaria neste ícone de voz, beleza e empoderamento, não é mesmo?! We love Beyoncé!

Precisamos falar sobre Workin Moms! – contém spoilers!

Logo de cara já dá para perceber que Workin Moms não trata a maternidade de modo blase, muito pelo contrário. Já no início do primeiro episódio, temos três das quatro protagonistas da série com os seios de fora e fazendo comentários ácidos sobre a textura, firmeza e aparência que o peito adquire depois que se amamenta uma criança. A comédia criada por Catherine Reitman acompanha a vida de Anne (Dani Kind), a terapeuta; Kate (Catherine Reitman), a Relações Públicas; Jenny (Jessalyn Wanlim), a mãe do lar e Frankie (Juno Rinaldi), uma mulher que vive um momento delicado com sua parceira e também consigo mesma. A série mostra os desafios, erros e acertos do grande malabarismo que é conciliar carreira, maternidade e sonhos.

Foto: The Canadian Press

Na trama, o ponto de encontro das mamães é numa creche: enquanto elas conversam e trocam experiências, seus bebês brincam e interagem uns com os outros. Em aproximadamente 20 minutos de episódio, essas mulheres abordam os diversos tipos de assunto: volta ao trabalho depois da licença maternidade, mudanças corporais, sexo, depressão pós-parto, crise de identidade, entre outros.

Apesar de lidar com temas delicados, Workin Moms levanta questões importantes e usa dos perrengues enfrentados pelas mães da vida real para gerar empatia: colegas de trabalho gananciosos, infidelidade conjugal, a escolha da babá perfeita, como não falhar completamente como mãe. No desenvolver das histórias, a impressão que fica no telespectador é que no fim das contas, as mães não são perfeitas; elas só querem um pouquinho de compreensão, sombra e água fresca porque não é fácil cuidar e educar um ser humaninho!

A série foi criada em 2017 e pertence ao canal canadense CBC Television. Na Netflix tem as duas primeiras temporadas disponíveis. A terceira será lançada na plataforma dia 29 de agosto deste ano e, notícia boa: a season four já está sendo gravada! #partiumaratonar

Vai ter mais princesa negra nas telonas, sim!

No dia 3 de julho deste ano, acordamos com a notícia de que a Disney irá fazer o live action de ‘A Pequena Sereia’ e que a atriz Halle Bailey representará a Ariel nas telonas. A escolha de uma atriz negra para o papel da sereia foi uma notícia maravilhosa para uns, mas fez outros se rasgarem no meio de indignação.

Para quem não sabe, além de atuar, a Halle faz parte de um dueto junto com sua irmã, Chloe (chloe x halle). As duas beldades já tem uma carreira artística de respeito! Atuaram em “As Férias da Minha Vida”, com Queen Latifah e em 2018, as duas entraram para o elenco da série Grown-ish. No passado, aos sete anos de idade, a Halle apareceu em um episódio da série House of Payne (2007), também nas produções da Disney Austin & Ally (2011) e “Na Batida do Coração” (2012), sendo série e filme, respectivamente. E isso tudo ainda com tempo para dançar ballet, minha gente!

O talento das meninas Bailey alcançou novos patamares depois que elas decidiram criar um canal no Youtube, onde postaram vários covers, inclusive da Beyoncé. Alguns anos depois, a Queen Bey tomou conhecimento das meninas e as chamou para trabalhar com ela! Halle e Chloe assinaram contrato com a gravadora Parkwood Entertainment e abriram alguns shows da Formation Tour e On The Run Tour! Além de aparecerem no visual álbum da Beyoncé, o Lemonade.

Para justificar seu racismo, grande parte dos internautas bate na tecla de que não tem cabimento a Ariel não ser branca e ruiva porque é assim que a personagem está gravada na memória afetiva da maioria. O que é, CLARO, papo furado! Sereias são seres míticos, não existem!

Apesar das diversas críticas dos haters, Halle tem recebido muitos comentários carinhosos e de incentivo no Instagram. E ainda bem porque ela é linda, talentosa e, para quem já ouviu a fofa cantar, sabe que todos os requisitos para interpretar esse papel com maestria estão preenchidos. Não foi divulgada a data de estreia, mas já dá para criar expectativas positivas em relação ao filme. Imagina só, todas as menininhas negras se vendo numa princesa tão icônica e marcante! Vai ser lindo demais, né não?!

‘Good Girls’: até onde as mulheres iriam por suas famílias?

Com três mulheres fortíssimas como protagonistas, a série Good Girls é tudo que a mulherada precisava para se sentir hiper capaz de realizar qualquer coisa! A produção mistura drama e comédia de maneira genial, pode ser assistida pela Netflix e, acredite: vai te viciar desde o primeiro capítulo!

Beth (Christina Hendricks) descobre que o marido Dean (Matthew Lillard) a está traindo com a secretária de seu trabalho, como também torrou o dinheiro da família, colocando a casa a perder; Ruby (Retta) tem uma filha doente que precisa de remédios e cirurgias caras, impossíveis de serem pagas com seu salário de garçonete, tampouco com o dinheiro do marido Stan (Reno Wilson), que começa a temporada como segurança de shopping; na briga pela custódia da filha, Annie se vê obrigada a contratar um advogado poderoso para lutar contra o ex-marido riquinho rico.

Esses e outros motivos levam as três à saída dos fundos de um mercado, com armas de brinquedo e máscaras, decididas a fazerem um assalto. E elas fazem!

Imagem: CinePOP

Daí para frente é um efeito dominó danado e haja reviravolta na vida dessas mulheres que tomam gosto pela vida do crime! Produzida originalmente pela NBC, a série é incrível simplesmente por ter posto nas mãos das mulheres um tipo de enredo que é tão querido pelas emissoras de TV e que, geralmente é protagonizado por homens. São apenas mulheres interpretando mães de família, que tricotam e ajudam nos deveres de casa, que cativam por seu altruísmo, mas que são totalmente anti-heroínas.

Enquanto explora a vida de cada uma das personagens, Good Girls aborda temas importantes como moral, mudança de gênero, abuso sexual, entre outros com muito respeito e sem deixar o clima ficar pesado. O seriado traz situações cômicas do cotidiano e mantém suas protagonistas humanas e cheias de falhas: no decorrer da trama, Beth descobre que gosta da vida bandida, Ruby transparece perfeitamente a realidade de quem vive apertado financeiramente, enquanto Annie mostra o quanto é difícil se ver no papel de adulta-mãe-responsável.

Imagem: Netflix

Com um elenco belíssimo e episódios que te deixam mega curioso quando terminam, Good Girls merece ser maratonada num fim de semana, apenas por ser uma série cheia de qualidades e pontos positivos. E para a alegria dos que já assistiram as duas temporadas disponíveis, a série foi renovada para uma terceira temporada. Viva a mulherada bandida e bad ass!